11 Erros frequentes na realização de amostragens de agentes químicos

Seja sincero consigo mesmo. Você tem certeza que não comete nenhum destes erros?

1. SELEÇÃO DO AMOSTRADOR

Cada método analítico traz especificado qual é o amostrador a ser utilizado para avaliação da substância em questão. Diante de uma grande quantidade e similaridade de amostradores é comum confundir e selecionar o amostrador errado. Bom é trabalhar com um laboratório que envia instruções de amostragem claras e precisas a esse respeito.

2. POSIÇÃO DO AMOSTRADOR COM FLUXO DE AR AO CONTRÁRIO

Os amostradores são montados de forma a proporcionar uma direção pelo qual o ar deve fluir no seu interior, para que a substância química fique retida no filtro. Parece improvável, mas é comum não observar as indicações quanto ao fluxo que o ar deve circular no interior do amostrador. Observe as setas ou outras indicações nos próprios amostradores.

3. VAZÃO DA BOMBA ACIMA OU ABAIXO DO RECOMENDADO

Cada método analítico traz especificado qual é a vazão a ser utilizada. Normalmente, o método oferece um intervalo entre um valor mínimo e um valor máximo. Nestes casos, quando o range de vazão vai de 1 L/min a 2 L/min, a vazão aferida não poderá ser 0,999 L/min ou menos, tampouco, 2,001 L/min ou mais. Alguns métodos oferecem uma vazão estática, como por exemplo: 1,7 L/min. Nestes casos é admissível aferir a vazão da bomba com uma variação máxima de 5% a maior ou a menor de que 1,7 L/min. Ainda assim é comum realizarem as aferições de bomba de forma equivocada.

4. AFERIÇÃO DE VAZÃO COM AMOSTRADOR ERRADO

Cada método analítico traz especificado qual é o amostrador a ser utilizado para avaliação da substância química em questão. A regulagem da bomba para esta avaliação deve utilizar um amostrador com as mesmas características e especificações técnicas. É comum não utilizarem nenhum amostrador ou, também, utilizarem um outro amostrador qualquer.

5. VAZÃO INICIAL E VAZÃO FINAL

Bastante comum fazerem apenas a vazão inicial. De fato, quando a bomba está operando de forma eficiente a vazão inicial apresenta pouca variação em relação a vazão final. Também é fato que não fazer a vazão final agiliza todo o processo, mas é fundamental para a validação da amostra. Um perito poderá invalidar sua amostragem por este motivo.

Há diferentes maneiras de realizar a aferição de uma bomba gravimétrica, variando em função do equipamento de aferição. Entretanto, seja qual for a bomba ou o aferidor, deve-se fazer o procedimento tanto no início das avaliações como no final. Estas informações geram um relatório aqui denominado ‘Controle de Vazão’. Este documento serve para assegurar a performance do equipamento durante a amostragem.

6. VOLUME DE AR COLETADO ACIMA OU ABAIXO DO RECOMENDADO

Cada método analítico traz especificado qual é o volume de ar a ser coletado para cada avaliação química. Não raro são coletadas amostras de ar com volumes acima ou abaixo do recomendado pelos métodos. Isto é uma não conformidade com grande probabilidade de invalidação da amostra. Dica: quando for aferir a vazão da bomba, tenha em mãos o período de tempo que será feita a amostragem.

7. PERÍODO DA AMOSTRAGEM X JORNADA DE TRABALHO

As amostragens devem acompanhar os períodos e jornadas de trabalho especificados pela NHO 08 da Fundacentro. Bastante comum realizarem amostras aleatórias, que deveriam ser feitas apenas em atividades infrequentes ou pontuais, em exposições de jornadas de trabalho completas, atentando contra um dos pilares da higiene ocupacional. Também testemunhamos amostras de Sílica realizadas em 15 minutos para comparar ao limite STEL. Sem noção.

8. PRESERVAÇÃO DA AMOSTRA

Na maioria dos casos, tubos de carvão ativo são preservados em caixas de isopor a uma temperatura menor do que 5°C. Já os cassetes, em locais secos com temperatura ambiente. Bags quando despachados por avião devem ser acomodados em cabines pressurizadas. Enfim, cada método analítico especifica a forma correta de preservação da amostra. Não raro os diferentes amostradores chegam no laboratório misturados em uma única caixa ou, mais comum, o gelo em gel colocado junto aos tubos de carvão retornam ao laboratório nas mesmas condições que saíram; sem refrigeração.

9. BRANCO DE CAMPO

O que é Branco de Campo? Você já fez brancos de campo? Quantas avaliações você já realizou sem fazer os respectivos brancos de campo? Não precisa responder, nós já sabemos.

O branco de campo, recomendado pelo método analítico para assegurar que não houve contaminação das amostras fora dos ambientes de trabalho, é uma amostra realizada no local onde são manipulados os amostradores e equipamentos antes de seguirem para os ambientes de trabalho. É parte fundamental do processo, mesmo que você ou seu cliente não concordem com isso.

10. MEMÓRIA DE CAMPO, NÃO PRODUZIR OU PREENCHIMENTO INCORRETO

Ainda ocorrem casos de não elaboração de nenhum documento que registre as informações relacionadas ao local da amostragem. Mais comum é o preenchimento de um formulário, muitas vezes sem padronização, faltando informações importantes como: dados do paradigma, atividades realizadas, equipamento utilizado, vazão aferida, período de amostragem, condições climáticas, substância avaliada, método analítico e outras.

11. FALTA DE INFORMAÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DO PROCEDIMENTO ANALÍTICO

Já recebemos amostradores sem nenhuma informação, ou seja, não havia sequer um guardanapo com anotações da substância química amostrada. Isto ocorre não por falta de instruções e, sim, por falta de traquejo.

E aí! cometeu alguns destes erros?! Comente os acertos abaixo…

2 Replies to “11 Erros frequentes na realização de amostragens de agentes químicos”

  1. Excelentes observações.

    Abraços Neivandro.

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